quinta-feira, 26 de abril de 2007
Teoria da Paixão
Não sei responder... não consigo perceber... para mim a paixão é espontânea, o sentimento ocorre num click, numa troca de olhares... o coração contrái, o corpo recente-se, o pensamento foge e a razão... não sei para onde vai.
No entanto, há quem diga que a paixão se constrói, se adquire com o tempo, com a vivência, com a cumplicidade... segundo alguns a paixão surge a pouco e pouco, à medida que o conhecimento aumenta! Mas será isso paixão?!
Se a paixão for adquirida com o tempo, então toda a sua magia e intensidade se perdem, toda a sua loucura se desvanece... a paixão deixa de existir dando lugar a outro sentimento...qual?! um misto de amor com amizade, de cumplicidade com tesão... Mas e a paixão?! O desejo ardente de estar... a vontade constante de beijar... de tocar, aquela impulsividade incontrolável, aquela excitação permanente?! Estes sentimentos ardentes e espontâneos, não se adquirem com o tempo e muito menos se constroem... o individuo limita-se a senti-los momentâneamente, imprevisivelmente... apaixonando-se perdidamente.
domingo, 15 de abril de 2007
Catarina

Digam o que disserem,
Tu és especial.
Façam o que fizerem,
Tu sabes o que vales.
Os que te criticam,
Queriam ser como tu...
Os que te amam,
Amam-te pelo que és.
Vou relembrar para sempre... as nossas viagens, as nossas brincadeiras e todos os momentos, bons, maus, mais ou menos vitoriosos, esperando que eles se repitam por muito mais vezes.
Sei tudo o que preciso de saber sobre ti, conheço-te de cor, sei porque choras, porque ris, porque coras e porque lutas toda a tua vida. Orgulho-me de ti, do que constróis, do que acreditas (apesar das tuas politiquices =P) ... e sei ... sei quem és de verdade!
Não vale a pena repetir aquilo que te digo todos os dias... porque só tu tens de o saber*
quarta-feira, 11 de abril de 2007
Para Ti

Todos sabem quem és...mas poucos são aqueles que realmente te conhecem.
A Sara que eu conhecço, para além de uma beleza inegável é sincera, extrovertida, "american", teimosa, gozona e muito orgulhosa... as vezes até demais =p
Por outro lado, a Eloy que todos vêem aparenta algo que não é, invejas e criticas surgem fluminantemente, mas sabes que mais amor?! não importa... ninguém mais importa... a tua beleza encadia a beleza de outros e isso e dificil de suportar por muitos...
Agradeço e relembro todos os dias os nossos momentos, os bons, os maus, as vitórias, as derrotas, as desilusões, as brincadeiras... esperando parcipar em muitos.
Perdir-te para não mudar era modéstia minha, porque eu ORDENOTE para não mudares... porque a tua beleza rara está na tua postura, na tua personalidade e em tudo aquilo que eu vejo e que mais ninguém vê!
Estou, estarei e permanecerei sempre a teu lado, apoiando e julgando tudo o que fizeres, gritando e chorando contigo em todos os momentos, beijando e acarinhando-te.
Palavras para quÊ? Afinal de contas ninguém nunca vai perceber o que nos une... porque sentimentos como o nosso não se encontram nos livros, nas cartas, nas palavras ou em meras atitudes... encontram-se sim nos olhares...
Amo-te
terça-feira, 10 de abril de 2007
Ana

O amor tem várias formas,
E eu amo-te a ti...
Tu que estás sempre presente,
Tu que és tão diferente,
Tu que me apoias incondicionalmente,
Tu que vives tão carente.
Eu amo-te a ti...
Mulher de carácter brilhante,
Mulher de perfil extravagante,
Mulher de vivência marcante,
Uma mulher impressionante.
Eu amo-te a ti...
Nunca irei permitir que te magoem,
Nunca deixarei que te façam chorar,
Nunca deixarei de estar presente,
Nunca deixarei de te amar.
Eu amo-te a ti...
Agradeço todos os momentos,
Agradeço todas as loucuras,
agradeço todos os presentes,
Agradeço todos os risos, choros, gritos e carinhos.
Eu amo-te a ti...
Prometo nunca te desiludir,
Prometo nunca te abandonar,
Prometo nunca permitir
Que alguém te faça cair.
Eu amo-te a ti...
O amor tem várias formas,
A amizade é uma delas...
domingo, 8 de abril de 2007
Assusta-me a certeza das coisas, assusta-me a plena felicidade, mesmo sem saber o que realmente significa…assustam-me os momentos onde tudo parece nosso, certo, estupidamente regular… a casa, a família, a profissão, os projectos, o futuro e o amor.
Assustam-me aqueles momentos em que parecemos irritantemente felizes, inatingíveis, inconfundivelmente sorridentes para tudo o que nos rodeia.
A perfeição assusta-me, a plena noção das coisas aflige-me… porquê? Porque inevitavelmente TUDO se transforma em NADA num segundo... tudo aquilo que tenho, deixo de ter…tudo aquilo que acredito, começo a duvidar…tudo aquilo que sonho, deixa de fazer sentido…e agora?! O que fazer?!
O que já vivi, as desilusões, os desamores, os desencontros tornaram-me descrente…porque na vida muitas das coisas que queria, já não quero…TUDO ou NADA me interessa…vivo amedrontada com o meu passado, vivo preocupada com sentimentos que não posso sentir, mas que forçosamente me assolam a alma… tenho receio de acreditar, tenho receio de voltar a tentar acreditar, tenho receio de voltar a perder, tenho receio de voltar a ter TUDO e de voltar simplesmente a ser NADA.
sábado, 7 de abril de 2007
Retrato meu...
Não sei bem por onde começar…há tanto a dizer, mas sinceramente não sei como me explicar…
A minha cabeça pensa demais, eu sei, talvez tenha um pouco de Fernando Pessoa em mim, aquela sua faceta de pensador constante, questionando o tudo e o nada, repartindo-se em fases, em pessoas, em estilos, em diferentes personalidades. A triste conclusão a que chego é que foi exactamente esta faceta que o matou mais tarde…espero sinceramente não morrer por tanto pensar, mas acredito e afirmo, que perco bastante tempo pensando…penso no que já fiz, no que quero fazer e no que pode acontecer se o fizer, no entanto o mais engraçado é que faço sempre a escolha que me causa maior tormento depois, maiores perdas, maiores desilusões…mas talvez mais experiência, mais personalidade, mais vivência e mais adrenalina.
Tal como Fernando Pessoa, não querendo de forma alguma comparar-me a tal génio literário, sinto coisas que mais ninguém sente…sinto frio em dias de calor, sinto dor a ter prazer…esta incoerência de sentimentos, esta panóplia de sentidos que me desgastam e me envelhecem a cada dia…vivo no mundo dos porquês, dos “como’s” constantes. Porque é que fiz aquilo? Como é que fui capaz? Porque é que sinto isto? Como é que vai acabar? Como é possível? Será que é verdade?
É verdade, sou dramática, compulsivamente sistemática, parece que gosto de pensar, repensar, lembrar, relembrar…entretanto vou desabafando sentimentos sem sentido, tormentos banais…acho que não passo de uma sentimental sem retorno, uma amante dos prazeres da vida…por mais que pense, o meu coração é sempre mais forte. Porquê? Não sei…